18 de abril de 2018

Pastor americano é preso, acusado de “terrorismo,” na Turquia


Pastor americano é preso, acusado de “terrorismo,” na Turquia

Julio Severo
Um pastor americano está preso na Turquia desde outubro de 2016 acusado de ter ajudado grupos terroristas ou de ter espionado contra a Turquia.
Andrew Craig Brunson
Andrew Craig Brunson, um pastor evangélico de 50 anos da Carolina do Norte, enfrenta até 35 de prisão por acusações de “cometer crimes em prol de grupos terroristas” e “espionagem.”
Brunson, que nega ter cometido algum crime, foi preso em 2016 por ligações alegadas com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o partido socialista curdistão que tem lutado pela independência da Turquia.
“Não vimos nenhuma prova credível de que o sr. Brunson seja culpado de um crime e estamos convencidos de que ele é inocente,” disse numa declaração Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.
Brunson trabalhou como pastor da Igreja da Ressurreição de Izmir, uma pequena congregação evangélica em Izmir, a cidade bíblica de Esmirna, e tem vivido na Turquia por 23 anos.
O Presidente Donald Trump tem pedido que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan liberte Brunson, mas seu pedido não tem obtido resposta.
A acusação da Turquia contra o pastor evangélico é absurda. Ainda que os terroristas sejam comuns no islamismo, eles não são comuns no Cristianismo, principalmente entre evangélicos.
Erdogan deveria ver essa diferença óbvia e imediatamente libertar Brunson.
É uma afronta imensa a Turquia prender um pastor evangélico da nação que lidera a OTAN, pois a presença da Turquia na OTAN foi um privilégio exclusivamente — e imerecidamente — concedido pelos Estados Unidos. A Turquia é radicalmente islâmica e seus valores são contrários, em religião e história, aos valores cristãos da Europa e Estados Unidos. Não existe nenhuma justificativa para a Turquia ser membro da OTAN e aliada dos EUA.
Entretanto, não é só o ataque da Turquia a um pastor inocente que prova que a Turquia não merece ser aliada de nações cristãs.
No mês passado, Erdogan disse que Israel é “um Estado terrorista” e que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é “um terrorista” por causa de esforços defensivos de Israel contra os terroristas palestinos. A Turquia tem financiado e armado o Hamas contra Israel e, com a Arábia Saudita, tem financiado e armado grupos terroristas islâmicos, inclusive o ISIS, contra o governo sírio. Isso é terrorismo real. Como é que a Turquia islâmica pode hipocritamente acusar Israel de terrorismo?
Um dos maiores genocídios modernos de cristãos foi cometido pela Turquia. Cerca de 100 anos atrás na Turquia, um número estimado de 1,5 milhão de cristãos armênios em 66 cidades e 2.500 vilas foram massacrados; 2.350 igrejas e monastérios foram saqueados e 1.500 escolas e colégios foram destruídos. Apesar disso, para aplacar a ira da Turquia, Trump tem evitado dizer que o Genocídio Armênio foi genocídio. Israel, que todo ano acertadamente comemora o Holocausto, também tem evitado reconhecer o Genocídio Armênio, ainda que cristãos evangélicos estejam trabalhando muito para pressionar as nações a reconhecer o Holocausto. Tanto os EUA quanto Israel não reconhecem o Genocídio Armênio porque os muçulmanos turcos odeiam ouvir sobre seus crimes contra os cristãos.
Por essas razões óbvias, a Turquia representa preocupações para os cristãos, que olham também para fatos históricos com relação à violência da Turquia contra cristãos e judeus.
Hagia Sophia, a maior e mais antiga catedral cristã do mundo, foi conquistada pelos muçulmanos em 1453 em Constantinopla, o nome cristão da atual cidade islâmica de Istambul, Turquia. Uma civilização cristã foi destruída por invasores islâmicos que transformaram a terra cristã — a terra das sete igrejas do Apocalipse — na Turquia.
Não só uma terra tradicionalmente cristã foi conquistada, mas também a terra de Israel.
De 1517 a 1917, a Turquia — que era então o Império Otomano — conquistou e possuiu a Terra Prometida. Isto é, durante quatro séculos a terra de Israel esteve sob controle islâmico. Então quando a Bíblia fala de Gogue e Magogue vindo do Norte e conquistando Israel, isso era a Turquia, que está no Norte de Israel, e possuiu a terra de Israel por séculos.
Aliás, acadêmicos judeus e cristãos apontaram para a Turquia como Gogue e Magogue, conforme o escritor evangélico Joel Richardson mostrou:
Hipólito de Roma (170–235), um teólogo cristão primitivo, em suas crônicas, conectou Magogue com os gálatas na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
Moisés Ben Maimonides (também conhecido como Rambam) (1135–1204), o reverenciado mito judeu, em Hichot Terumot, identificava Magogue como estando na fronteira da Síria e moderna Turquia.
Nicolau de Lira (1270–1349), um estudioso hebreu e renomado exegeta bíblico, cria que Gogue era outro título do Anticristo. Lira também afirmou que a religião dos “turcos,” um termo usado para se referir aos muçulmanos em geral, era a religião do Anticristo.
Martinho Lutero (1483–1546) compreendia que Gogue era uma referência aos turcos, os quais Deus havia enviado como flagelo para castigar os cristãos.
Sir Walter Raleigh (1554–1618), em sua História do Mundo, também colocava Magogue na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
John Wesley (1703–1755), em suas Notas Explicativas sobre Ezequiel 38 e 39, identificava as hordas de Gogue e Magogue com “as forças do Anticristo” que viriam da região da moderna Turquia.
Jonathan Edwards (1703–1758), um dos mais renomados teólogos da história americana, também via a Turquia moderna como a nação que traria a invasão de Gogue e Magogue.
Por que os Estados Unidos alistaram Gogue e Magogue — que trata um pastor evangélico e Israel como “terroristas” e que matou 1,5 milhão de cristãos armênios — como membro da OTAN e seu aliado? Para vir do Norte e conquistar Israel de novo? Para vir do Norte e conquistar cristãos e tratá-los como “terroristas” de novo? Para matar cristãos, como no Genocídio Armênio e na Síria por meio de grupos terroristas islâmicos?
A Turquia tem um perfil profético que não só se encaixa em Gogue e Magogue, mas também como uma grande ameaça aos cristãos e Israel nos últimos dias.
Com informações de Associated Press, WorldNetDaily, Haaretz e Jerusalem Post.
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17 de abril de 2018

Vegetarianos anti-bebês pregam que é moralmente errado pessoas terem bebês e xingam quem discorda deles


Vegetarianos anti-bebês pregam que é moralmente errado pessoas terem bebês e xingam quem discorda deles

Julio Severo
“Defender opiniões não vegetarianas, defender a procriação ou se opor ao aborto não caem bem. Isso vai contra a missão deste grupo, que segue a ética vegetariana e é antinatalista.”
“Pessoas não vegetarianas e pais não são permitidos neste grupo.”
Essas são apenas algumas das regras fundamentais para entrar nos fóruns de Facebook (tais como Vegetarianos Livres de Filhos e Legião Vegion Anti-Natalista) mantidos por vegetarianos anti-bebês ou antinatalistas que acreditam que é essencialmente imoral o ser humano ter filhos. Um dos promotores principais do antinatalismo é o cadêmico sul-africano David Benatar, cujo livro de 2006 “Better to Never Have Been” (Melhor Nunca Ter Existido) argumentou que “vir a existir é sempre um dano sério. As pessoas jamais, sob nenhuma circunstância, deveriam procriar — uma postura chamada ‘antinatalismo.’”
Se você não concorda com o antinatalismo dos vegetarianos e sua ética, você deveria provavelmente ficar longe, bem longe dos fóruns que discutem isso. Uma usuária de Facebook se queixou de que, quando outros membros do grupo perceberam que ela era contra o aborto, ela foi totalmente caluniada e “recebi muitas [ameaças] de morte, disseram-me que eu seria estuprada, e deram detalhes bastante vividos e fortes de como eu deveria me matar e como eu deveria ser estuprada por vários homens.”
Há uma hostilidade clara dirigida contra as pessoas que têm filhos — elas são estigmatizadas, debochadamente, como “procriadoras” pelos vegetarianos antinatalistas. Na página de Facebook Vegetarianos Livres de Filhos, entre as fotos e vídeos que dá para se considerar ofensivos estão: “Mães amamentando, barrigas de mulheres grávidas, bebês e crianças em geral.”
Um vegetariano antinatalista disse:
“Acho excepcionalmente egoísta trazer mais vidas a este mundo. Acho a noção inteira da procriação narcisista, egomaníaca e enganosa. O que faz as pessoas acharem que o mundo precisa de outro você? É tão egoísta querer de forma deliberada e descuidada reproduzir o seu DNA.”
As pessoas não simplesmente nascem odiando bebês e famílias grandes. Grande parte dessa mentalidade é resultado de pura propaganda e doutrinação. Por exemplo, em 1974 o governo dos EUA produziu um documento ultra-confidencial, intitulado NSSM 200, sobre como reduzir os índices de natalidade em outras nações para o benefício exclusivo dos interesses econômicos dos Estados Unidos. Certamente, havia outras iniciativas de controle de natalidade antes, mas o NSSM 200 foi a campanha de controle populacional mais importante já feita, efetivamente sequestrando nas sombras governos e a ONU e colocando-os a serviço do controle populacional. O NSSM 200 foi de longe a máquina de propaganda, doutrinação e ações mais abrangente contra os bebês já planejada.
Seus resultados são vistos hoje com pessoas não dando importância ao casamento, aos bebês e às famílias. Quando as pessoas hoje querem só dois filhos, isso é o NSSM 200. A meta do NSSM 200 era programar os casais a desejar apenas dois filhos ou menos.
Durante milhares de anos, o único jeito de as pessoas sobreviverem na sua velhice era sendo sustentadas por seus próprios filhos.
Entretanto, por cerca de cem anos o Estado tem assumido as funções da família, inclusive educação e cuidado de crianças e sustento na velhice.
Agora o Estado sustenta os velhos tomando os ganhos da novas gerações e dando uma parte para os idosos.
Hoje, é muito fácil para um casal evitar filhos, pois eles confiam em que o Estado os sustentará por meio dos filhos dos outros casais. Mas à medida em que os números de crianças estão caindo por causa do controle da natalidade e do aborto e à medida em que os números de idosos estão aumentando, o Estado cedo ou tarde terá de decidir como sustentá-los ou eliminá-los.
Aqueles que vivem pelo Estado morrerão por sua espada.
Aqueles que vivem pela Espada de Deus (Sua Palavra) serão sustentados por seus próprios filhos. A Palavra de Deus diz sobre filhos:
“Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá.” (Salmo 127:3 NVI)
O Senhor “Dá um lar à estéril, e dela faz uma feliz mãe de filhos. Aleluia!” (Salmo 113:9 NVI)
“Então disse Jesus: ‘Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas.’” (Mateus 19:14 NVI)
Esquerdistas e outros radicais têm sua própria filosofia sobre filhos: Eles não querem ter seus próprios filhos para educar, mas exigem os filhos dos outros casais para doutrinação.
Eles não querem ter seus próprios filhos para sustentá-los na sua velhice, mas exigem os filhos dos outros casais para sustentá-los em sua velhice por meio de um sistema estatal que demole a família.
Com informações do DailyMail.
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15 de abril de 2018

Aumento de imigrantes muçulmanos faz homossexuais franceses voltarem para dentro do armário


Aumento de imigrantes muçulmanos faz homossexuais franceses voltarem para dentro do armário

Julio Severo
O site conservador liberal Breitbart noticiou hoje que “lésbicas que vivem em subúrbios franceses cheios de imigrantes são forçadas a esconder sua sexualidade e muitas são até forçadas a se mudarem se ‘saem do armário.’”
O Breitbart também disse:
Os subúrbios cheios de imigrantes se tornaram comumente conhecidos como zonas proibidas devido aos níveis elevados de crimes… e o predomínio do islamismo radical.
O Breitbart acrescentou:
Duas lésbicas no subúrbio parisiense de Val-d’Oise no início deste ano… foram atacadas fisicamente por um grupo de jovens no metrô que as chamou de “prostitutas lésbicas” e gritou outros palavrões contra elas.
Homens homossexuais também têm sido alvos de ameaças e importunações de indivíduos de áreas de imigrantes. No mês passado no subúrbio parisiense de Hauts-de-Seine dois homens relataram que uma mulher gritou contra eles num supermercado chamando-os de vários palavrões e dizendo: “Eles merecem morrer. Na Argélia [país islâmico], costumamos cortar as cabeças deles.”
Isso é só o começo. Com o crescimento do islamismo na Europa, militantes homossexuais, que fazem acusações espalhafatosas contra os cristãos, insinuando que mencionar a postura da Bíblia contra o homossexualismo equivale a atitudes assassinas contra homossexuais, vão ficar calados quando muçulmanos radicais começarem a matar homossexuais.
Com os cristãos, que não matam homossexuais, os militantes gays abusam nas acusações.
Com os muçulmanos, que matam homossexuais, os militam gays se calam de medo.
Apesar de tudo, hoje os homossexuais europeus gozam dos muçulmanos mais “respeito” do que as mulheres e meninas, que estão sendo estupradas aos milhares em toda a Europa.
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14 de abril de 2018

Apoiadores de Trump condenam decisão de lançar ataques aéreos na Síria


Apoiadores de Trump condenam decisão de lançar ataques aéreos na Síria

Jacqueline Thomsen
Proeminentes apoiadores do Presidente Trump estão expressando ceticismo com sua decisão de lançar ataques aéreos contra a Síria, condenando essa ação como excessivamente agressiva e desnecessária.
Tucker Carlson e Laura Ingraham, apresentadores da Fox News, o canal noticioso mais conservador dos EUA, questionaram a decisão de Trump na sexta-feira de lançar ataques em retaliação por um ataque de armas químicas que os EUA atribuíram ao governo sírio.
Carlson comentou que o ataque contradiz a mensagem do presidente Trump durante sua campanha de 2016, e Ingraham disse que ela crê que intervenções em outros países podem ser arriscadas, conforme mostra a Guerra do Iraque, de acordo com o jornal Daily Beast.
Michael Savage, um proeminente escritor conservador e apresentador de programa de rádio, tuitou que “triste, promotores de guerras sequestraram os EUA” depois da notícia do ataque.
Alex Jones, do Infowars, chorou enquanto falava contra a ação militar de Trump.
“Se ele tivesse sido um patife desde o início, não seria tão ruim,” Jones disse de Trump. “Fizemos tantos sacrifícios e agora ele faz m**da em cima de nós. Isso tudo me enoja.”
A escritora conservadora Ann Coulter também compartilhou sua oposição ao ataque, retuitando uma série de outras figuras conservadoras ou da extrema direita que condenaram o ataque e citando as próprias mensagens passadas de Trump contra ações militares na Síria.
E figuras da extrema direita como Mike Cernovich e Laura Loomer xingaram Trump pelo ataque militar contra a Síria.
Trump anunciou na sexta-feira que ele havia ordenado “ataques de precisão” contra a Síria por causa de um aparente ataque de armas químicas por parte das forças do líder Bashar Assad. Os ataques miraram áreas ligadas ao programa de armas químicas da Síria.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do The Hill: Trump supporters slam decision to launch strikes against Syria
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13 de abril de 2018

Trump está cedendo na questão da Síria?


Trump está cedendo na questão da Síria?

Patrick J. Buchanan
Comentário de Julio Severo: Patrick J. Buchanan, que é católico conservador pró-vida e foi assessor do presidente Ronald Reagan, fala sobre a grave situação em que Trump descuidadamente ameaçou bombardear a Síria e zombou da Rússia. Ele fala com muita experiência. Por isso, apoio suas palavras. Contudo, há um pequeno trecho em que ele comete um deslize. Ele disse: “Por que arriscar guerra com a Rússia na Síria, quando, pela própria falta de ação americana nessa guerra civil de sete anos, os EUA mostraram que não têm nenhum interesse vital ali?” Na verdade, o que mais houve na Síria foram ações americanas: Obama enviou tropas para a Síria, as quais continuam até hoje lá, ilegalmente. A CIA, desde a época de Obama, vem armando os grupos terroristas sírios para derrubar o governo sírio. Esse é um detalhe importantíssimo para entender que os EUA estão de forma ativa e negativa envolvidos na guerra civil síria, que foi provocada por Hillary Clinton, que resultou numa das maiores carnificinas de cristãos da história moderna. Só houve um tipo de falta de ação: Não houve nenhuma ação dos EUA para resgatar os milhares de cristãos sírio que foram colocados diretamente em perigo do ISIS em consequência das intervenções de Obama e Hillary para derrubar o governo sírio. Os EUA foram 100 por cento omissos com os cristãos sírios. Mas tristemente as palavras e ações de Trump seguem as loucuras dos neocons. Leia então o artigo de Buchanan:
Quarta-feira de manhã, o Presidente Trump chocou os EUA com um tuíte que continha tanto uma ameaça quanto uma zombaria:
“A Rússia prometeu derrubar todo e qualquer míssil disparado contra a Síria. Prepare-se, Rússia, pois eles estão vindo, bacanas, novos e ‘inteligentes!’ Vocês não deveriam ser parceiros do Animal Assassino a Gás que mata pessoas e adora isso!”
Trump estava respondendo a um aviso da Rússia de que abateria mísseis americanos disparados contra seus aliados sírios, e a Rússia se reservou o direito de disparar em navios e bases americanos dos quais tais mísseis fossem lançados.
O “Animal Assassino a Gás” era o presidente sírio Bashar Assad.
Naquela tarde, o ministro da Defesa James Mattis reduziu o impacto disso. “Ele havia visto evidência suficiente para condenar Assad de um ataque de gás venenoso na cidade síria de Douma?” perguntaram a Mattis. Sua resposta: “Ainda estamos avaliando as informações secretas… Ainda estamos trabalhando nisso.”
Na quinta-feira de manhã, Trump pareceu retroceder em sua ameaça: “Eu nunca disse quando o ataque contra a Síria ocorreria. Pode ser muito logo ou não tão logo!”
Trump está planejando um ataque maior e está silenciosamente ajuntando os aliados? Ele está dando sinal de que um ataque dos EUA contra a Síria pode não estar vindo?
Qualquer que seja o caso, o alívio com a aparente batida em retirada dele foi evidente.
Contudo, o intervalo deveria causar algumas reconsiderações sóbrias.
Por que arriscar guerra com a Rússia na Síria, quando, pela própria falta de ação americana nessa guerra civil de sete anos, os EUA mostraram que não têm nenhum interesse vital ali? E, certamente, os EUA não têm nenhum interesse na Síria tão crucial a ponto de justificar uma guerra com uma Rússia armada com armas nucleares.
Trump permitiu que sua revolta com as fotos horrorosas de crianças mortas, alegadamente a gás, o impelisse a ameaçar ação militar que com quase certeza trará como consequência a morte de mais crianças.
As emoções não deveriam ter espaço para governar o que o presidente pensa e expressa muitas vezes: Embora o resultado da guerra civil da Síria possa significar tudo para Assad, e muito para a Rússia, Turquia, Arábia Saudita, Irã e Israel, significa comparativamente pouco para os EUA que estão a quase dez mil quilômetros de distância.
Os EUA não podem eternamente brigar nas guerras de outros povos sem acabar no mesmo entulho da história como outras potências antes dos EUA.
E por que não conversar diretamente com os adversários dos EUA ali?
Se Trump pode conversar com Kim Jong-um, que usou um canhão antiaéreo para executar seu tio e ordenou o assassinato de seu meio-irmão num aeroporto da Malásia com arma química, por que os EUA não podem conversar com Bashar Assad?
Em 1974, o presidente republicano americano Richard Nixon voou para Damasco, capital da Síria, para estabelecer relações com o pai de Assad, o futuro “Açougueiro de Hama.” George H.W. Bush recrutou Hafez al-Assad e 4.000 tropas sírias em sua Guerra do Golfo para libertar o Kuwait.
Quais são os interesses limitados dos EUA na Síria em 2018?
Os interesses são: Conter a al-Qaida, exterminar o califado do ISIS e efetuar o melhor acordo com os curdos que têm sido leais e cruciais para a campanha dos EUA contra o ISIS. Os governos da Síria, Rússia e Irã não estão lutando contra os EUA nessas frentes de batalha, pelo motivo que a al-Qaida e o ISIS também são inimigos deles.
Quanto ao futuro político da Síria, não é vital para os EUA e não cabe aos EUA decidirem isso. E os esforços de outros para envolver os EUA nas guerras deles, embora seja compreensível, precisam ser resistidos.
Na capital dos EUA e em todo o Oriente Médio, há pessoas que desejam recrutar as riquezas e o poder dos EUA para avançar suas metas e realizar suas visões. Tendo permitido que eles conseguissem o que queriam reduziu os EUA como superpotência do que os EUA eram no final da Guerra Fria.
Isso tem de parar, e os EUA sabem disso.
Entre os motivos por que o Partido Democrático nomeou Barack Obama e os EUA o elegeram foi que seus oponentes, Hillary Clinton e John McCain, apoiaram a Guerra do Iraque, à qual Obama se opôs.
Entre as razões por que o Partido Republicano nomeou Trump e os EUA o elegeram foi que ele havia prometido tirar os EUA de guerras e manter os EUA fora de guerras como essa guerra civil síria.
Não é irônico que hoje os neocons, que detestavam Trump e rejeitaram sua candidatura, estão o incitando e aplaudindo para avançar e se aprofundar mais e mais no atoleiro sírio?
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan. Ele é católico tradicionalista pró-vida e já foi candidato republicano à presidência dos EUA.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Is Trump standing down in Syria?
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12 de abril de 2018

A máquina de guerra e destruição de Hillary Clinton


A máquina de guerra e destruição de Hillary Clinton

Julio Severo
Não há dúvida de que Hillary Clinton foi, na eleição presidencial dos EUA em 2016, a candidata de Wall Street, que é a espinhal dorsal do sistema financeiro americano. Ela foi também a candidata predileta das maiores empresas capitalistas do EUA, inclusive Microsoft, Apple, Google, HP, etc. Ainda mais perigoso, porém, é que ela foi a candidata do complexo industrial militar dos EUA. A ideia de que ela era ruim para as empresas, mas boa para a segurança nacional dos EUA, não tem base. A experiência de política externa dela tem sido apoiar guerras e mais guerras, conforme as orientações das elites de segurança nacional dos EUA.
As relações íntimas de Hillary e Bill Clinton com Wall Street ajudaram a provocar duas grandes crises financeiras (1999-2000 e 2005-8). Na década de 1990, eles removeram as restrições governamentais para os empresários que financiaram suas campanhas políticas, provocando assim manipulação financeira, fraude financeira e eventualmente crise financeira. No processo, eles ganharam eleições e ficaram milionários.
Contudo, as conexões de Hillary com o complexo industrial militar dos EUA são mais assustadoras. Muitos acreditam que só os republicanos americanos são neocons e que os democratas só buscam deter a sede de guerra dos republicanos. Isso não é verdade. Tanto o Partido Republicano quanto o Partido Democrata têm membros neocons belicistas. Mas eles também têm uma minoria de membros realistas cautelosos que não querem os EUA envolvidos em guerras intermináveis. Hillary é uma neocon inflexível cujo histórico de favorecer aventuras militares americanas explica muitas das crises militares hoje que ameaçam a segurança dos EUA.
Assim como a presidência de Bill Clinton preparou o terreno para crises financeiras que beneficiaram seus empresários apoiadores, assim também preparou o terreno para guerras intermináveis. Em 31 de outubro de 1998 o presidente Clinton sancionou a Lei de Libertação do Iraque que tornava política oficial dos EUA apoiar “mudança de regime” (um termo bonito com um significado nefasto: derrubar um governo) no Iraque.
Desde Clinton, já era meta do governo dos EUA remover Saddam Hussein e implantar um governo “democrático,” como se fosse possível democratizar um país islâmico. A Arábia Saudita, que é o maior aliado islâmico dos EUA, nunca foi democrática. Mesmo assim, os EUA nunca se preocuparam em invadi-la para democratizá-la.
O caso da Arábia Saudita é grave: enquanto no Iraque a Bíblia era permitida, havia igrejas cristãs e Saddam protegia os cristãos, na Arábia Saudita a Bíblia é proibida, não há nenhuma igreja cristã e os sauditas matam cristãos.
Parece que a única razão para a invasão do Iraque foi que esse país não era aliado dos EUA, mas da Rússia.
Muitos acham que a atitude do Presidente George W. Bush invadir o Iraque foi uma iniciativa e decisão só dele. Não. Muito tempo antes de Bush invadir o Iraque em 2003, com a desculpa de que o Iraque estava por trás do atentado terrorista de 2001 contra Nova Iorque, Bush já estava sob as ordens da lei de Bill Clinton de derrubar Saddam.
Hoje, se sabe claramente que quem estava por trás desse atentado era a Arábia Saudita. Mesmo assim, os EUA nunca quiseram invadi-la, nem por vingança nem para democratizá-la. Os ditadores sauditas sempre gozaram amizade íntima de presidentes republicanos e democratas dos EUA. Hoje, o maior amigo e aliado da ditadura islâmica saudita é Donald Trump.
Em 2003, Hillary era senadora e uma apoiadora implacável da Guerra do Iraque, que custou trilhões de dólares, milhares de vidas e essencialmente criou o ISIS.
Antes da invasão americana, o Iraque tinha uma comunidade cristã de mais de 2 milhões de pessoas. Hoje, é menos de 400 mil e continua diminuindo.
Depois da Lei de Libertação do Iraque, ocorreu em 1999 a Guerra do Kosovo, na qual Bill Clinton usou a OTAN para bombardear Belgrado, capital da Sérvia, um país cristão ortodoxo aliado da Rússia, criando assim o Kosovo, um enclave muçulmano que hoje serve de importante posto de contrabando islâmico de armas e seres humanos na Europa. Hillary confessou para a jornalista Lucinda Frank que foi ela quem tinha exortado seu marido Bill a fazer bombardeios nos cristãos sérvios.
O histórico de Hillary como secretária de Estado está entre os mais militaristas e desastrosos da história americana moderna. Ela é uma defensora implacável do poderoso complexo industrial militar dos EUA, ajudando a criar desastres militares em vários países, inclusive Líbia e Síria.
Hillary é muito criticada pelas mortes de diplomatas americanos em Benghazi, mas as ações incansáveis dela para derrubar Muammar Kaddafi mediante bombardeios da OTAN foram de longe o maior desastre. Hillary usou a OTAN para derrubar o governo da Líbia, em violação das leis internacionais, apenas para atender aos desejos da Arábia Saudita. Depois dos bombardeios da OTAN, a Líbia entrou em guerra civil e grupos terroristas islâmicos, inclusive a al-Qaida, se espalharam na Líbia e daí para o Norte da África, chegando à Síria. A derrubada de Kaddafi também deixou a Líbia livre para a passagens de milhões de muçulmanos africanos invadirem a Europa. O desastre líbio provocou guerra no Mali, forneceu armas para o grupo islâmico Boko Haram, que tem estuprado e matado milhares de cristãos na Nigéria, e fortaleceu o ISIS na Síria e no Iraque.
Depois, Hillary mirou na Síria. Com o apoio da CIA, que fornecia armas e treinamento para rebeldes islâmicos, Hillary queria derrubar o presidente sírio Bashir al-Assad e disse que isso seria uma ação rápida, econômica e bem-sucedida. Em agosto de 2011, Hillary levou os EUA ao desastre com sua declaração de que Assad “tem de sair,” com o apoio de operações secretas da CIA.
Sete anos depois, nenhum país neste mundo está tão devastado por guerra infindável quanto a Síria, com centenas de milhares de mortos, inclusive cristãos. Mais de 10 milhões de sírios foram desalojados, e os refugiados estão se afogando no Mar Mediterrâneo ou minando a estabilidade política da Europa. Os que não fogem se tornam vítimas do ISIS ou dos grupos rebeldes islâmicos sustentados pelos EUA. No caos criado pelas operações da CIA e da Arábia Saudita para derrubar Assad, o ISIS preencheu o vácuo, usando o território sírio como base para atentados terroristas islâmicos no mundo inteiro.
A lista de manipulações e provocações de guerras de Hillary não tem fim. Ela sempre apoiou a expansão da OTAN, inclusive na Ucrânia e Geórgia, desafiando todo bom senso. Ela violou acordos pós-Guerra Fria assinados na Europa em 1991, levando a reações defensivas violentas da Rússia na Geórgia e Ucrânia. Como senadora em 2008, Hilary foi uma das patrocinadoras da Lei 2008-SR439, que pede a inclusão da Ucrânia e Geórgia na OTAN. Como secretária de Estado, ela então presidiu o recomeço da Guerra Fria com a Rússia.
Ela quis se tornar presidente dos EUA para dar continuidade ao seu projeto de guerras e mais guerras. O maior financiador individual da campanha presidencial dela foi o bilionário esquerdista americano George Soros, o “pai” da revolução ucraniana.
Os republicanos neocons não são contra as guerras que Bill e Hillary Clinton provocaram. Eles dizem que se fosse eles, eles fariam exatamente as mesmas guerras, mas sem os desastres que apareceram. Será?
Os fundadores dos EUA sempre se opuseram a envolvimentos militares dos EUA no exterior.
Mas hoje, tanto do lado republicano quanto democrata, há sedentos e provocadores de guerras. Por isso, na eleição americana passada, republicanos proeminentes disseram que preferiam votar em Hillary, por ver nela uma neocon legítima. Para eles, era inconcebível um candidato republicano anti-guerras.
O atual presidente americano Donald Trump surpreendeu, pois acabou não cumprindo suas promessas contrárias ao belicismo de Hillary.
Durante a eleição, Trump mostrou uma linha política anti-neocon, contrária a intervenções militares americanas desnecessárias em outros países. Ele também se opôs à expansão da OTAN.
Hoje, em matéria de política externa, ele imita a política neocon e quer o fortalecimento da OTAN. Ele está fazendo exatamente o que Hillary faria.
Hillary e os neocons queriam uma aliança do terrorismo islâmico contra a Rússia. Por isso, na sua campanha eleitoral Trump disse que quem fundou o ISIS foi Obama e a cofundadora, segundo as próprias palavras de Trump, foi a “vigarista Hillary Clinton.” O ISIS, que foi fundado por Obama e Hillary com ajuda da Arábia Saudita, é a maior máquina de genocídio de cristãos hoje.
O discurso de campanha de Trump claramente queria uma aliança com a Rússia, que é o maior país cristão ortodoxo do mundo, contra o terrorismo islâmico mundial, que é patrocinado pela Arábia Saudita.
Contudo, Trump não conseguiu se conduzir à altura de seu discurso. Ele acabou assinando com a Arábia Saudita o maior acordo militar da história dos EUA, vendendo aos sauditas de uma vez só 110 bilhões em armas.
No final, Trump acabou se tornando um grande aliado da Arábia Saudita, superando Obama e Hillary, que eram comprados pelos sauditas.
A mudança de Trump para Hillary 2 foi possível porque cada vez que Trump tentou se aproximar da Rússia para uma aliança contra o terrorismo islâmico, vazamentos criminosos debilitaram seu governo, até que todos os assessores pró-Rússia de Trump foram derrubados e Trump teve de escolher assessores anti-Rússia para agradar aos neocons.
A única diferença marcante hoje entre Hillary e Trump é que Trump tem uma política interna relativamente pró-família. Mas em política externa, ele segue o padrão dos presidentes anteriores. Assim foi com Bush, que também teve uma política interna relativamente pró-família. Mas em política externa, ele seguiu o padrão dos presidentes anteriores…
Durante sua campanha, Trump claramente condenou Hillary por suas intervenções na Síria, inclusive apoiando os rebeldes islâmicos. Hoje, como presidente, Trump dá o mesmo apoio aos rebeldes islâmicos de Hillary e Obama.
Ninguém fez mais para provocar a Guerra Fria com a Rússia do que Hillary, com sua aliança íntima com os sauditas terroristas. Trump, que parecia ter mais condições de destruir a aliança dos EUA com os sauditas e formar uma aliança inédita com a Rússia contra o terrorismo islâmico, acabou se tornando, em política externa, uma mera Hillary 2 ou Bush 2.
A máquina de guerra e destruição de Hillary é a mesma máquina conduzida no passado por Bush e outros. E hoje, infelizmente, conduzida por Trump.
Não importa, pois, se um republicano direitista ou um democrata esquerdista se torne presidente dos EUA. Não importa se é Hillary, Bush ou Trump. No final, quem ganha, em política externa, são os neocons e o complexo industrial militar dos EUA. Quem ganha também é a Arábia Saudita, criadora do ISIS e a maior patrocinadora do terrorismo islâmico mundial.
Quem perde, como sempre, são as vítimas cristãs, que sofrem no rastro das intervenções militares americanas e intervenções islâmicas sauditas. Esse é o preço da política externa neocon dos EUA.
Estou feliz que Hillary não se tornou presidente dos EUA. Mas não estou contente que Trump esteja imitando a política externa dela a serviço do militarismo neocon.
Com informações do Huffington Post e WND (WorldNetDaily).
Versão em inglês deste artigo: Hillary Clinton’s machine of war and destruction
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